
No último dia 13 de maio, a ABRAPAVAA foi recebida no INC – Instituto Nacional de Criminalística, em Brasilia, pelo Chefe do INC – Drs.Carlos Eduardo Palhares e pelo Dr.Alexandre Raphael Deitos da Interpool para reunião e para nos apresentarem seus laboratórios e dinâmicas em investigação e identificação de vítimas em catástrofes e desastres em massa.
Ser recebido pelo Instituto Nacional de Criminalística – INC não é uma agenda comum. E definitivamente, não é apenas uma visita institucional.
É um sinal. Um sinal importante na forma como o Brasil lida com acidentes aéreos.
Quando a ABRAPAVAA entra no INC, dois mundos se encontram:
. De um lado, a precisão técnica da perícia — ciência, evidência, reconstrução dos fatos.
. Do outro, a dor real — famílias que esperam respostas, tempo, dignidade.
Por muito tempo, esses mundos caminharam separados.
. Silêncios prolongados
. Comunicações frias
. Processos que esquecem que, por trás de cada caso, existem pessoas.
A aproximação com o INC abre espaço para algo essencial:
. Protocolos mais humanos na identificação de vítimas
. Mais transparência nos processos periciais
. Diálogo direto com quem representa as famílias
. Integração com órgãos como o CENIPA
Quando uma instituição como o INC abre suas portas, ela reconhece que investigar não é apenas esclarecer causas — é também respeitar histórias.
A recepção da ABRAPAVAA no INC, em Brasília, tem um peso estratégico muito maior do que parece à primeira vista — especialmente no contexto de acidentes aéreos.
. Integração entre investigação técnica e olhar humano
A presença da ABRAPAVAA aproxima dois mundos que historicamente operam separados:
Essa conexão ajuda a garantir que decisões técnicas também considerem impacto humano — especialmente em temas sensíveis como identificação de vítimas e comunicação com familiares.
. Fortalecimento da identificação de vítimas (DVI)
Em acidentes aéreos, o processo de Disaster Victim Identification (DVI) é crítico.
A aproximação com o INC permite:
Isso reduz sofrimento adicional causado por demora, falta de informação ou comunicação inadequada.
. Construção de confiança institucional
Famílias de vítimas frequentemente enfrentam desconfiança, ansiedade e sensação de abandono.
Quando uma entidade como a ABRAPAVAA é recebida pelo INC:
. Marco simbólico e político
Esse tipo de encontro também tem valor simbólico:
O Instituto Nacional de Criminalística (INC) da Polícia Federal, atua nos acidentes aéreos com foco na investigação criminal e na identificação de vítimas.
As principais frentes de atuação do INC incluem:
. Investigação de Causa Criminal: Peritos especializados em engenharia aeronáutica, metalurgia e física forense analisam os destroços, instrumentos, motores e fuselagem. O objetivo é determinar se o acidente foi causado por falhas mecânicas, fatores ambientais ou ação humana (como sabotagem ou erro criminoso).
. Identificação de Vítimas de Desastres (DVI): Em tragédias com múltiplas vítimas, o INC mobiliza equipes de odontologia legal, papiloscopia (impressões digitais) e genética forense para a identificação precisa de todos os corpos, seguindo protocolos internacionais.
. Modelagem e Reconstituição: Uso de tecnologias avançadas, como escaneamento 3D e drones, para mapear o local do impacto com alta precisão.
. Elaboração de Laudos: O INC compila as evidências em laudos técnicos complexos que servem como prova material para embasar inquéritos policiais e processos judiciais.s.
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